quinta-feira, 27 de março de 2014

CONTROLADORES DIGITAIS COM REQUISITOS DE SEGURANÇA CIBERNÉTICA DA CPU APLICADOS EM PROCESSOS CRÍTICOS

 

   Após os ataques terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos, o governo americano adotou uma série de novas medidas para proteger o país contra potenciais novos ataques. Uma das vertentes dessas medidas trata da defesa contra o Terrorismo Cibernético ou Guerra Cibernética (também chamado por alguns como a “guerra do futuro”), onde a presença humana é dispensada para execução de uma ação terrorista ou militar.
 
   Instalações Industriais tais como Refinarias, Petroquímicas, Plataformas de Petróleo e, Usinas de Geração como Termelétricas e Hidrelétricas, Estações de Tratamento de Água, entre outras, são consideradas áreas sensíveis, de infraestrutura critica, pois uma interrupção em larga escala e, longo período nesses tipos de instalações são capazes de desproteger qualquer país, por se tratar de suprimento energético e, abastecimento.
 
   Esse artigo irá destacar qual o papel dos Controladores Digitais neste novo cenário, as diferenças entre as arquiteturas de proteção cibernética tradicionais e, as mais adequadas hoje de fato, além da importância de indústria e, governos passarem a se preocupar seriamente com esse problema, tendo em vista inclusive as recentes divulgações de diversos casos de blecautes energéticos no país durante 2013, onde existe a suspeita de ações de “hackers” nos episódios, bem como um caso notório ocorrido a pouco mais de 6 anos no Espírito Santo (em 2007) de blecaute energético (desarme de turbinas e, linhas de transmissão), que foi objeto inclusive de uma menção velada do presidente dos Estados Unidos 2 anos depois, como uma ação de “hackers” (“ataques deixaram cidades as escuras em outros países – Barack Obama-Nov/2009”), ainda que as autoridades brasileiras não venham admitindo os casos.

Introdução

   Os primeiros relatos de Terrorismo Cibernético ou Guerra Cibernética datam da década de 70, especificamente no auge da Guerra Fria. Satélites e, linhas de comunicação americanos e, soviéticos eram utilizados, ainda que em escala reduzida, para penetrar em sistemas informatizados civis e, militares de um e, do outro, no intuito de roubar dados sensíveis ou causar danos, especialmente queda nos sistemas de telecomunicações ou sistemas de tele-comando (Ex. Linhas de Transmissão de Energia), através de meios específicos manipulados pelos “hackers” americanos e soviéticos daquela ocasião.
 
   Hoje, com o mundo globalizado e, totalmente interligado através da Internet e, outros meios de comunicação, o raio de alcance para uma ação terrorista ou militar cibernética é milhares de vezes maior que no passado, o que demanda sistemas de proteção adequados a esta nova concepção (Ex. Firewalls e Gateways dedicados).
 
   Ocorre que as arquiteturas tradicionais de proteção cibernética, falando especificamente do meio industrial, através do emprego de software e, hardware dedicados (Ex. Senhas de sistemas operacionais com níveis de acesso e, proteção privilegiados específicos, firewalls físicos e, virtuais, gateways, etc) encontram-se em certa medida defasados e, não garantem uma proteção 100% confiável, sem falar que estas apenas focam a proteção EXTERNA e, não INTERNA ou ambas, o que seria o ideal.
 
   No Brasil, a situação atual de boa parte das instalações industriais, providas de Controladores Digitais é BEM PREOCUPANTE, em se tratando de proteção cibernética.
Figura 1 – Exemplo de Controladores Digitais providos de CPU´s Blindadas e, Certificadas por entidade internacional especializada em segurança cibernética ( Certificação Internacional Achilles ).
Figura 1 – Exemplo de Controladores Digitais providos de CPU´s Blindadas e, Certificadas por entidade internacional especializada em segurança cibernética ( Certificação Internacional Achilles ).
 

Arquitetura Tradicional de Proteção Cibernética de Controladores Digitais

   Basicamente, as arquiteturas tradicionais de proteção cibernética nas instalações industriais providas de Controladores Digitais fazem o emprego de Sistemas Firewalls (Físicos e/ou Virtuais e Gateways) instaladas em algum ponto das redes de comunicação.
 
   Estes sistemas garantem a proteção dos Controladores Digitais contra ataques de “hackers externos”, que se utilizam da infraestrutura universal de comunicação para tentar acessos não autorizados as instalações ora protegidas.
 
   Estes sistemas de proteção também permitem a introdução de níveis de acessos privilegiados e, reservados somente a pessoal autorizado da instalação, através de senhas de software (repetindo: senhas de software). Mesmo assim, estes sistemas não são uma garantia de 100% em termos de proteção contra os “hackers externos”.
Figura 2 – Exemplo de Arquitetura Típica de Proteção Cibernética através do emprego de Firewall, em instalação provida de Controladores Digitais (Plant A – Control Zone).
Figura 2 – Exemplo de Arquitetura Típica de Proteção Cibernética através do emprego de Firewall, em instalação provida de Controladores Digitais ( Plant A – Control Zone ).
 
Figura 3 – Exemplo de Sistema Firewall Externo (Gateway de Mercado)
Figura 3 – Exemplo de Sistema Firewall Externo (Gateway de Mercado)
 
   No entanto, as arquiteturas tradicionais de proteção não garantem uma real proteção contra o “hacker interno”, somente garantem proteção contra o “hacker externo”, como já mencionado no parágrafo anterior.
 
   É ai que reside um dos grandes problemas. Mas quem é o “hacker interno” ?
   O “hacker interno” geralmente é algum profissional de dentro da instalação (mas não limitado a este), que passa a figurar (ocultamente) por motivo de alguma insatisfação (Ex. uma bronca do chefe).
 
   Ele é muitas vezes mais nocivo a organização do que o “hacker externo”, pelo simples fato de conhecer profundamente a instalação e, poder utilizar estes conhecimentos para prejudicar sua organização, como forma de compensar sua eventual insatisfação.
 
   Um exemplo de sabotagem da organização seria o acesso direto aos Controladores Digitais (acesso pós-Firewall), algo impossível para um “hacker externo”, provocando um TRIP ou Shut-Down do Turbo-Compressor, interrompendo a produção de combustível numa refinaria ou TRIP de um Turbo-Gerador, interrompendo a produção de energia numa hidrelétrica ou termelétrica. Como o Controlador Digital não possui blindagem da CPU, o “hacker interno” sente-se a vontade e, livre para sua incursão, já que não deixará rastros, além dos danos externos da eventual sabotagem.
 
   Outros tipos de “hackers internos” também podem ser fornecedores frequentes da instalação, terceirizados, espiões industriais, civis e, até militares, entre outros tipos e, situações.

O que muda com a Blindagem da CPU do Controlador Digital?

   De maneira resumida, a nova CPU blindada passa a ter integrada em sua estrutura um Firewall interno embarcado, o que não ocorre nas CPU´s tradicionais. Entretanto, para se chegar a este nível, um longo caminho é percorrido pelo fabricante do Controlador Digital, por se tratar de um verdadeiro UP-GRADE do produto.
 
   Uma série de pesados ensaios e, procedimentos são exigidos para que o equipamento possa ser certificado a nível de CPU por entidade especializada em segurança cibernética de equipamentos digitais. Trata-se da “Certificação Achilles”.
 
   A NERC (North American Electric Reliability Corporation) determina uma série de requerimentos CIP (Critical Infrastruture Protection – Níveis 2 à 9), que são considerados para a obtenção da Certificação Achilles pelo fabricante do Controlador Digital.
 
Figura 4 – Controlador Digital - CPU sem blindagem (ANTES).
Figura 4 – Controlador Digital – CPU sem blindagem (ANTES).
 
Figura 5 – Controlador Digital - CPU com blindagem (DEPOIS) – UP-GRADE.
Figura 5 – Controlador Digital – CPU com blindagem (DEPOIS) – UP-GRADE.
 

Benefícios da Blindagem de CPU em Controladores Digitais – Certificação Achilles

  1. Comunicação Encriptada;
  2. Autenticação via Password diretamente sobre a CPU Blindada, isto é, a senha fica armazenada no Firewall embarcado da CPU;
  3. Senhas reforçadas e, com possibilidade de emprego de caracteres especiais;
  4. Porta simples para comunicação SSH (Secure Shell Communication) dedicada e, segura;
  5. Log´s e, atualizações de dados de acesso através de comunicação segura;
  6. Risco de penetração praticamente reduzido a 0%, para usuários não autorizados, mesmo em caso de tentativa de acesso pós-Firewall externo;
  7. Proteção contra o “hacker interno”;
  8. Elevado aumento da confiabilidade da arquitetura de proteção cibernética como um todo, já que o Firewall Interno somado ao Firewall Externo poderá garantir isso (proteção contra o “hacker interno e externo”).
 
Figura 6 – Exemplo Real de Certificação Internacional Achilles para Controlador Digital.
Figura 6 – Exemplo Real de Certificação Internacional Achilles para Controlador Digital.
 

Custo

   Atualmente, poucos fabricantes de Controladores Digitais (todos estrangeiros, nenhum nacional por enquanto) conseguiram obter a Certificação Internacional Achilles para segurança cibernética da CPU.
 
   Os que possuem essa certificação em seu portfólio, por hora, tem oferecido ao mercado as versões anteriores de seus Controladores Digitais sem a blindagem da CPU e, versões dos mesmos Controladores com a blindagem da CPU, mas a custos distintos.
 
   No entanto, a tendência nos próximos anos é que os fabricantes que possuam versões blindadas das CPU´s de seus Controladores padronizem apenas essa versão, deixando de comercializar as versões antigas.

Conclusão

   Fica demonstrado aos usuários de Controladores Digitais aplicados em processos críticos, especialmente os ligados a abastecimento e, fornecimento energético no Brasil a importância da necessidade de se preocupar seriamente com a segurança cibernética das arquiteturas de automação de suas instalações, passando a considerar em seus projetos novos e, retrofit´s a necessidade urgente de especificar Controladores Digitais que possuam a Certificação Internacional Achilles para garantia da blindagem da CPU do Controlador.
 
   Somente com esta blindagem é que o usuário poderá enfim ter a tranquilidade esperada no quesito segurança cibernética e, compreendido que apenas os Firewall´s e, Gateways externos tradicionais de mercado não são a garantia plena de proteção dos ativos instalados contra acessos não-autorizados, evitando sabotagens.

Referências Bibliográficas

  • Cyber Security Enhancements for MicroNet PLUS – Klammer, Troy – Woodward Industrial Controls – Fort Collins – CO / USA – March 31th, 2011
  • NERC – CIP 002 to 009 Requirements – Achilles Certification

quarta-feira, 19 de março de 2014

DICAS PARA TRABALHOS ACADEMICOS CONFORME ABNT.

Para a elaboração dos trabalhos acadêmicos devem ser observadas duas questões fundamentais:

1) Se o trabalho obedecer às normas da ABNT (em especial para citação dos autores e referência aos livros/artigos usados no trabalho)
2) Se todos os parágrafos foram creditados aos autores da idéia neles reproduzidas.

Esta questão é muito importante e devemos lembrar que o plágio é crime contra a propriedade intelectual!!!

No Código Penal em vigor, no Título sobre Crimes Contra a Propriedade Intelectual, há a previsão de crime de violação de direito autoral, diz o artigo Artigo 184: "Violar direito autoral: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa".

Portanto, a cópia de internet de trechos ou do total de sites que caracterizarem "copiar e colar" é considerada plágio e o trabalhos poderão ser desqualificados.

Como destacado, deve ser dada atenção especial às referências aos autores no padrão da ABNT nas atividades a serem entregues, não só para esta disciplina, mas em todos os trabalhos acadêmicos que realizarem.

Além de seguirmos as regras da ABNT, a questão da violação de direitos autorais através de plágio na internet é muito séria... Apesar da facilidade de alcance de informações com a popularização da internet e a democratização ao acesso à informação, não se pode negar que seja essa uma importante fonte de informações. Mas deve-se ter muito cuidado com o chamado e reprovável "recorta e cola"!!!

Os princípios de elaboração de um texto inovador e original não podem ser esquecidos ou ceder ao plágio, que pode estar no texto de forma explícita ou dissimulada, revestido de sutilezas.

O aluno deve ser consciente e ter convicção que o verdadeiro conhecimento decorre sempre da ética, nunca cedendo ao plágio, o qual, além de um ato ilícito civilmente, recobre-se de reprovação moral.


Dicas para um bom trabalho

Para evitar a situação que caracteriza plágio, o ideal é fazer referência aos livros e artigos utilizados, ou seja, ao escrever as idéias do autor com suas próprias palavras no trabalho, não deixar de menciona-lo no seu texto, atribuindo-lhe a devida autoria.

A melhor forma de realizar um trabalho capaz de demonstrar todo o potencial e capacidade criativa de vocês, é bem simples:

Observar as normas da ABNT para referências (diretas e indiretas), com a devida indicação de autoria (nome do autor, ano de publicação do livro e página).

Não deixar um parágrafo com conteúdo sem referência! Qualquer definição, conceito, argumentação ou equação matemática que forem citados na fundamentação teórica deverá necessariamente ter uma fonte como referência.

A seguir, um resumo das normas da ABNT para apresentação gráfica e apresentação das citações.
 

Apresentação gráfica (NBR 14724:2005)

O estilo gráfico é de total responsabilidade do autor do trabalho, que deve seguir as normas da ABNT.
- Os textos devem ser apresentados em papel branco, formato A4 (21 cm x 29,7cm), impresso somente de um lado da folha (anverso)

- A cor da fonte deve ser preta (com exceção das ilustrações)
Uso das fontes

a) fonte: "Times New Roman", "Arial" ou "Verdana"
b) título da capa e folha de rosto: fontes de 14 a 18

c) corpo do texto: fonte 12
d) título da seção ou capítulo: fonte 14

e) subtítulo: fonte 12
f) nota de rodapé: fonte 10

g) fonte bibliográfica de ilustrações e tabelas: fonte 10
h) títulos de ilustrações e tabelas: fonte 11 negritado

i) citações longas: fonte 10.
- Número de página: a paginação deve constar no canto superior direito.

- Espaço 1,5 entrelinhas, (pode apresentar 6 pt antes e 6 pt depois).
- Exceções: Serão digitados em espaçamento simples as citações de mais de três linhas, as notas de rodapé, as referências e as legendas das ilustrações/tabelas.

- Os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços 1,5.
- Recuo na primeira linha do parágrafo em 2,0 cm, ou seja, os parágrafos iniciam-se oito espaços para dentro em relação à margem esquerda.

- Texto justificado à direita
- Margens: a) Esquerda e Superior = 3,0 cm; b) Direita e Inferior = 2,0 cm

- Os títulos dos capítulos podem constar em letras maiúsculas, em negrito e nº 14.
- Os subtítulos devem estar em letras minúsculas (só a primeira em maiúscula) e em negrito

- Citações textuais com mais de 3 linhas: Recuo de 4,0 cm da margem esquerda, justificado, espaço simples, letra nº 10.
- Referências devem estar completas: AUTOR; Obra, Edição, Cidade, Editora e Ano.

- As referências devem estar em ordem alfabética pelo sobrenome do autor.
- Escolher um único sistema para fazer as referências no corpo do texto: Sistema Autor-data ou Notas de Rodapé de Referências.

- Numeração: Todas as folhas a partir da folha de rosto devem ser contadas, porém não numeradas. A numeração dever ser indicada a partir da INTRODUÇÃO, no canto superior direito.
- Abreviaturas e siglas: Quando aparecem pela primeira vez no texto, deve-se colocar seu nome por extenso, acrescentando-se a sigla entre parênteses.

- As siglas que fazem parte do texto da monografia devem aparecer na primeira ocorrência, com a indicação do nome completo por extenso, seguido da sigla entre parênteses. A partir da segunda ocorrência, usar somente a sigla.
- Os capítulos devem sempre ser iniciados numa nova página mesmo que sobre espaço suficiente na página que termina o capítulo anterior, situando-se os títulos de forma centralizada na folha e numerados em algarismos romanos: Capítulo I.

- Os subtítulos e subdivisões são escritos de forma homogênea que os realcem devidamente; os espaços que os separam dos textos são maiores e proporcionais; são também numerados conforme a técnica dos números pontuados: 2.1, 2.1.1 etc. Não precisam iniciar-se em nova página.
- Para especificar tópicos no interior destas subdivisões usam-se algarismos ou letras, fechados em meio-parênteses: 1) a) etc., evitando exageros com a formação de séries de números pontuados muito longas.


Apresentação das citações (NBR 10520:2002)

          
O autor deverá escolher qual o tipo de chamada usará, sendo que os estilos não devem ser misturados:

·         Autor-data: quando a chamada para a citação é feita pelo sobrenome do autor e a data de publicação

·         Numérico ou sistema nota de rodapé: quando a chamada é feita pelo número correspondente na lista de referências bibliográficas, previamente alfabetada.

A citação é uma menção, no texto, de uma informação colhida em documentos pesquisados. A sua função consiste em sustentar o raciocínio do autor no decorrer do trabalho, tem por finalidade, exemplificar, esclarecer, confirmar, documentar, ilustrar e sustentar, etc. Em outras palavras, são trechos de obras de outros autores inseridos ao longo do texto que conferem maior confiabilidade ao trabalho, esclarecendo ou complementando o que esta sendo apresentado.
As citações podem ser: diretas (textuais) ou indiretas (livres).

A.    
diretas consistem em uma transcrição exata de parte da obra do autor consultado. É reproduzida entre aspas duplas exatamente como consta do original, acompanhadas de informações sobre a fonte, com indicação da página.

Quando até três linhas são inseridas no texto, entre aspas. Exemplo:
"No Brasil, o estudo profissionalizante inibe o acesso à universidade". (FERRAZ, 1995, p.20).

           Quando mais de três linhas, devem constituir um parágrafo independente, recuo 4 cm da margem esquerda (deslocamento da citação), com tamanho de letra menor do que o utilizado no texto e com o espaçamento simples entre linhas, dispensando as aspas, nesse caso. Exemplo:
           A teleconferência permite ao indivíduo participar de um encontro nacional ou regional sem a necessidade de deixar seu local de origem. Dentre os tipos comuns de teleconferência e que merecem destaque nos tempos atuais está o uso da televisão, telefone e computador. (NICHOLS, 1993, p. 181).

A.    
indiretas consistem no texto baseado na obra do autor consultado. Conhecida também como citação em síntese, são livres de aspas, devendo traduzir com fidelidade o sentido do texto original. Exemplo:

           Como lembra Martins (1984), o futuro desenvolvimento da informação está cada dia mais dependente de um plano unificado de normalização.

ou:
O futuro desenvolvimento da informação está cada dia mais dependente de um plano unificado de normalização (MARTINS, 1984).


Citação de citação

          
É a transcrição de uma citação existente em uma obra consultada. Só deverá ser feita quando for impossível consultar a obra que contém o texto original da citação e deve ser destacada por aspas simples.

- No texto: Citar o sobrenome do autor do documento não consultado, seguido das expressões: citado por ou apud, e o sobrenome do autor do documento efetivamente consultado. Exemplo:

Marinho¹ (citado por Marconi e Lakatos, 1982), apresenta a formulação do problema como uma fase de pesquisa que, sendo bem delimitado, simplifica e facilita a maneira de conduzir a investigação.
- No rodapé: Mencionar os dados do documento original (não lido). Esta referência não fará parte da lista no final do trabalho com indicação da bibliografia e sim o autor lido que fez esta menção.Exemplo:

__________________
¹ MARINHO, Pedro. A pesquisa em ciências humanas. Petrópolis Vozes, 1980.


Apresentação das referências (NBR 6023:2002)

·         Livro no todo

AUTOR(es)//Título:/subtítulo (se houver).//Indicação de responsabilidade se houver).//Edição.//Local:/Editora,/Ano.//Dados complementares (características físicas, Coleção, notas e ISBN)
Exemplo - 1 autor:

MARION, J. C. Contabilidade básica - caderno de exercícios. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

Exemplo - 2 autores:

BERNARDES, C.; MARCONDES, R. C. Sociologia aplicada à administração. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

Exemplo – 3 autores:

BIDERMAN, C.; COZAC, L. F. L.; REGO, J. M. Conversas com economistas brasileiros. 2.ed. São Paulo: Ed. 34, 1997.

Exemplo - Mais de 03 autores (nestes casos, acrescenta-se a expressão et al, após o primeiro autor):

SLACK, N. et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1997
Exemplo - Nome composto

VEIGA FILHO, Manoel. Tratado de Economia do Trabalho. Lisboa: Limiar, 1987.
·         Monografias, Teses e Dissertações

CARTONI, D. M. Organização do trabalho e gestão da inovação : estudo de caso numa industria petroquÍmica brasileira. 2002. 142f. Dissertação (Mestrado em Política Científica e Tecnológica) – Instituto de Geociência, Universidade de Campinas, Campinas/SP.
·         Manual e Relatório

BRASÍLIA. Ministério da Fazenda. Secretaria do Tesouro Nacional. Sistema integrado de administração financeira do governo federal. Brasília, 1996. 162 p. (Manual SIAF, 5).
·         Parte de monografia

AUTOR(es).//Título:/subtítulo da parte(se houver).//In:/Referência completa da monografia no todo.//informar ao final a paginação correspondente à parte.

Capítulo de livro

LEITE, Eduardo de Oliveira. A família monoparental como entidade familiar. In: Teresa Arruda Alvim (coord). Repertório de Jurisprudência e Doutrina sobre Direito da Família. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1995, p 44-70.

·         Informações retiradas da Internet

AUTOR(es).//Título:/subtítulo da parte ou do todo .//Edição.//Local:/Editora, /Data.//Descrição física do meio ou suporte.
No caso de documentos online, apresentar a URL entre os sinais <> precedido da expressão "Disponível em:" finalizando com a data de acesso como mostra o exemplo abaixo.

ENCICLOPÉDIA da música brasileira. São Paulo, 1998. Disponível em: <http://www.uol.com.br/encmusical/>. Acesso em: 16 ago. 2001.

Exemplo - Artigos de Periódicos (On-line)

MALOFF, Joel. A internet e o valor da "internetização". Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 3, 1997. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 18 maio 1998.

Exemplo - Artigos de Jornais (On-line)

TAVES, Rodrigo França. Ministério corta pagamento de 46,5 mil professores. Globo, Rio de Janeiro, 19 maio 1998. Disponível em:<http://www.oglobo.com.br/>. Acesso em: 19 maio de 1998.
·         Publicação periódica

TÍTULO.//Local de publicação:/Editora,/Data de ínicio da coleção e encerramento (quando houver).//Periodicidade.//ISSN.

REVISTA BRASILEIRA DE ECONOMIA. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1947- . Trimestral. ISSN 0034-7140.

·         Parte de publicação periódica

AUTOR(es).//Título do artigo:/subtítulo quando houver.//Título da publicação.//volume, número,/página inicial e final do artigo.//Data de publicação

REZENDE, C. S.; REZENDE, W. W. Intoxicações exógenas. Revista Brasileira de Medicina . v. 59, n. 1/2, p. 17-25. jan./fev. 2002.

·         Autor entidade coletiva (associações, empresas, instituições)

Exemplo:
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Instituto Astronômico e Geográfico. Anuário astronômico. São Paulo, 1988. 279 p.

BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). Bibliografia do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Divisão de Publicações, 1971.
·         Leis e Decretos

Nome do País (Estado ou município). Título e nº. Data do documento legislativo. Ementa. Publicação (para divulgação)
         I.          
BRASIL. Decreto n. 76.924, de dezembro de 1975. Regulamenta a concessão de que trata o art. 5º da Lei n. 6.128, de 11 de agosto de 1974, que dispõe sobre as Autarquias Federais de Serviço Social da União e dá outras providências. Diário Oficial, Brasília, 29 de dezembro de 1975, p. 47.

·         Trabalhos apresentados em congressos

SILVEIRA, Ruth Garcia. Gestão financeira e técnicas de análise de risco. In.: ENCONTRO NACIONAL DE FINANÇAS APLICADAS, 12, 2001, Fortaleza. Anais do 12o. Encontro Nacional de Finanças Aplicadas. Fortaleza, ANE, 2001.
·         Artigos em periódicos

A.    
ArtigoRevista. Local: Editora, volume, número, página, data e ano.

BUARQUE, C. Uma revolução no ensino. Revista Ensino Superior, São Paulo, ano 5, n. 59, p. 30-34, ago. 2003.
Sem autoria

RESPONSABILIDADE e sensatezConjuntura Econômica, Rio de Janeiro, v. 57, n. 1, p. 6-9, jan. 2004.

Via: Administradores/Adaptado