quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

As Engenharias (Particularidades)!!!

   
Pra começar sei que todas as engenharias são de alguma forma únicas para desenvolver e solucionar um determinado problema, mas em particular adoraria dominar e compreender melhor para tornar um melhor profissional possível de Engenharia. Dado o fato de conhecimento nunca é de mais, segue alguns pontos das engenharias para quem está na dúvida de qual cursar.

Engenharia de Energia

Finalmente, precisamos estar cientes dos impactos gerados pela prospecção e uso desta energia de forma a garantir a sustentabilidade ambiental. Estes são os desafios da Engenharia de Energia o que o torna um curso extremamente atraente para quem quer encontrar as soluções estratégicas e quer atuar de forma inovadora e com grande impacto, em um mercado cujo valor cresce continuamente.

Graduação:
Um assunto com uma importância desta magnitude requer uma formação multidisciplinar e alicerçada nos fundamentos que promoverão as próximas revoluções tecnológicas. Para isto, a Engenharia de Energia foi estabelecida tendo por base os campos de conhecimento de Engenharia Mecânica, Elétrica e Controle, de Materiais, Ambiental, Biotecnologia, e Ciências da Terra. Esses temas estão concentrados em matérias que definem como conversão/geração, distribuição, monitoramento e uso final da energia levando em conta aspectos ambientais, sociais e econômico.
O profissional formado na UFSC será um integrador de tecnologias que reúnam componentes destes campos do conhecimento e atuará em duas áreas de concentração: (1) Conversão de Energia ou (2) Bioenergia e Sustentabilidade. Sendo também estudadas as legislações e as normas que regulam o setor, bem como da engenharia no sistema CREA/CONFEA.

Possíveis especializações:
Diagnóstico: Avaliar, selecionar e implantar o melhor tipo de energia – entre renováveis e não renováveis – e as melhores condições de uso.
Planejamento energético: Planejar e coordenar o processo de implantação de usinas e analisar os impactos ambientais, sociais e econômicos relacionados ao local de instalação.
Desenvolvimento de tecnologia: Trabalhar no desenvolvimento e aproveitamento de novas tecnologias para geração, uso final do consumidor e para transformação de energia.
Mercado de trabalho:
O empenho do governo federal em acelerar o crescimento econômico do país traz embutida a promessa de muito trabalho para o profissional de engenharia de energia, principalmente para quem trabalha com petróleo, biomassa (etanol e outros biocombustíveis).
Os maiores empregadores são a Petrobras, Eletrobrás, usinas de etanol e biodiesel, bem como companhias de transporte e distribuição de gás natural. As melhores oportunidades estão nos estados de forte perfil industrial e petrolífero, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Sergipe e agora mais recentemente, com sua expressiva industrialização, Pernambuco.
Os investimentos em usinas de etanol e biodiesel também criam boas chances de trabalho no interior de São Paulo e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, locais onde há grande produção de cana-de-açúcar. 

Engenharia de Produção

Engenharia de produção é responsável pelo gerenciamento de recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. O engenheiro de produção é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores.

Ele une conhecimentos de economia, administração e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização. Define a melhor forma de integrar mão de obra, equipamentos e matéria-prima. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da indústria.

Graduação:

O curso de engenharia de produção no começo foca nas disciplinas básicas da engenharia, como matemática, física, cálculo e informática.

No decorrer do curso entram as matérias específicas, como gestão de investimentos, organização do trabalho, economia e estratégia de empresas. Já nos últimos anos, acrescentam-se disciplinas de aplicação social, como administração e economia. Algumas instituições de ensino oferecem o curso voltado para alguma habilitação específica, como mecânica, civil e agroindustrial.

Possíveis especializações:
O engenheiro de produção pode se especializar nas mais diversas áreas, como, por exemplo, desenvolvimento empresarial, economia empresarial, engenharia do trabalho, entre outros.

Mercado de trabalho:
O mercado está em alta para engenheiros em geral, e a característica do engenheiro de produção, de implantar e gerenciar esquemas produtivos que mesclam hardware, software e trabalho humano, dá-lhe uma visão ampla para trabalhar em diversos segmentos.

Esse profissional pode atuar na gestão de diversos processos produtivos, como por exemplo, uma empresa de transporte, um hospital, onde faz a coordenação da produção. Uma das áreas de maior expansão é a de logística. Bancos, financeiras e administradoras de cartão de crédito requisitam o graduado em engenharia de produção para atuar na gestão de carteiras e análise de investimentos. 

Engenharia Elétrica

É a engenharia responsável pela geração, transmissão, transporte e a distribuição da energia elétrica. O engenheiro eletricista pode atuar em sistemas de automação e controle, desenvolvimento de componentes eletroeletrônicos, projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências.

Pode projetar construção de usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares. Além da atuação em concessionárias de energia, esse profissional pode atuar em empresas de telecomunicações, indústrias de equipamentos, automação, fábricas de motores e geradores, consultorias ou em empresas prestadoras de serviços em computação.

Graduação:
O currículo começa com disciplinas básicas, como matemática, física e informática. As contas acompanham o aluno também nas aulas de economia e administração. A parte mais interessante fica por conta das aulas práticas e dos
experimentos em laboratório, que costumam aparecer desde o início da graduação.
A formação profissionalizante tem início no terceiro ano, com aulas de projetos de sistemas elétricos, materiais elétricos, sistemas digitais e eletromagnetismo, dentre outras disciplinas. No último, além das disciplinas, os alunos se dedicam ao trabalho de conclusão do curso. O estágio é obrigatório e, geralmente, feito a partir do quarto ano.

Possíveis especializações:
O engenheiro eletricista pode se especializar nas mais diversas áreas, como por exemplo, microeletrônica, telecomunicações, eletrônica de potências, sistemas de energia elétrica, sistemas de controle e automação, entre outras.
Mercado de trabalho:
O mercado de transmissão e distribuição de energia elétrica está em alta de norte a sul do país. Enquanto concessionárias e empresas de energia investem no aumento da eficiência energética, construtoras executam obras para comportar o crescimento do setor.
Tanto nas companhias energéticas como nas empreiteiras, os graduados são bastante requisitados. O engenheiro eletricista é requisitado para estudar fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica. Outros dois campos em ascensão são as áreas de telecomunicações e Tecnologia da Informação (TI), aquecidos em função da chegada da TV digital ao país e ao uso das redes elétricas para a transmissão de dados.

Engenharia Mecânica

É a engenharia que cuida do projeto, construção, análise, operação e manutenção de sistemas mecânicos.Sendo assim, o engenheiro mecânico pode atuar na projeção e coordenação da fabricação de moldes para ferramentas, máquinas e dispositivos para testes de resistência mecânica; fazendo protótipos de máquinas e realizando testes de produtos.
Pesquisando e desenvolvendo produtos e gerenciando as diversas etapas de sua fabricação; planejando e instalando linhas de produção e fazendo adaptações nas já existentes e, por fim, pode acompanhar a comercialização da produção e dar suporte técnico aos clientes.

Graduação:
O curso tem forte base em física, matemática e computação.O aluno assistirá a aulas de termodinâmica, mecânica dos fluidos, transmissão de calor, resistência de materiais, processos de transformação, vibrações e sistemas mecânicos.
Algumas instituições de ensino direcionam a formação para uma área específica, como aeronáutica, automotiva e manufatura.

Possíveis especializações:
O engenheiro mecânico pode se especializar no desenvolvimento de máquinas e equipamentos de acordo com a área escolhida (automotiva, manufatura, aeronáutica).
Mercado de trabalho:
A demanda é mais aquecida nas áreas de desenvolvimento de projeto, em que o profissional faz análises numéricas, cria soluções tecnológicas, desenvolve produtos e otimiza sistemas.
Todo o setor industrial necessita desse tipo de profissional. O aumento na renda média do brasileiro, registrado nos últimos anos, e as políticas do governo federal para superar a crise econômica mundial de 2008 impulsionaram fortemente a venda de automóveis, que aumentou ainda mais a demanda de engenheiros mecânicos.

Engenharia Eletrônica


O engenheiro desta área atua na projeção, desenvolvimento e gerenciamento de novos sistemas eletroeletrônicos ou equipamentos para ser usados na indústria; na instalação, operação e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos e também como assessor de empresas na elaboração e execução de projetos e sistemas eletroeletrônicos ou de equipamentos.

Graduação:
O curso de graduação de engenharia eletrônica conta, nos dois primeiros anos, com matérias da área de exatas, como cálculo diferencial, física, matemática, geometria, desenho técnico e estrutura de dados.
Após o ciclo básico, começam as disciplinas mais específicas, como sistemas digitais, circuitos elétricos, eletrônica e electromagnetismo.

Possíveis especializações:
A especialização do engenheiro eletrônico pode ser voltada à instalação, a operação e manutenção de sistemas e equipamentos, entre outras deste mesmo segmento.
Mercado de trabalho:
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), o faturamento do setor cresceu 11% no primeiro trimestre de 2011, em comparação com o mesmo período do ano passado.isso significa que o mercado está em expansão e, como consequência, demanda o trabalho do engenheiro eletrônico.
A demanda do setor é 50% maior do que a formação de profissionais na área. Os principais empregadores são empresas de eletrônicos, telecomunicações, informática e redes de computadores. 

Engenharia de Telecomunicações

É a engenharia responsável pelos projetos das operações, manutenções de equipamentos e sistemas de telecomunicações. O engenheiro de telecomunicações desenvolve e implanta redes de telecomunicações.
Com formação sólida nas áreas de elétrica e eletrônica, ele cria, planeja e constrói aparelhos e equipamentos utilizados nas telecomunicações e dá manutenção aos sistemas e redes implantadas.
A engenharia de telecomunicações atua também no planejamento de distribuições de cabeamentos aéreos e subterrâneos, satélites artificiais, centrais de transmissão, captação, codificação e retransmissão dos sinais que interligam o planeta.
É do engenheiro de telecomunicações que toda a rede mundial de telefonia, transmissão de dados, redes de computadores, rádio e televisão dependem. Esse profissional atua em empresas concessionárias de serviços de telecomunicações, também  de telefonia fixa e móvel, de cabeamento estruturado e fibra óptica e de infraestrutura para os sistemas de telecomunicações.
O graduado em engenharia de telecomunicações, também encontra emprego na indústria eletroeletrônica, nos órgãos reguladores das atividades de telecomunicação e nas empresas e laboratórios de pesquisa científica e tecnológica.

Graduação:
As disciplinas básicas incluem matemática, física, informática, desenho e cálculos. Na parte específica do currículo, terá aulas de princípios de comunicação, eletrônica analógica e digital, eletromagnetismo, processamento de sinais, linhas de transmissão, comunicações ópticas, fundamentos de telefonia, sistemas operacionais, sistemas de comunicações, técnicas digitais, redes de computadores de alta velocidade, televisão (analógica e digital) e comunicação via satélite e conceitos de administração.
Em algumas instituições de ensino, esse curso é oferecido como habilitação de engenharia elétrica.
Possíveis especializações:
O engenheiro de telecomunicações pode se especializar nas mais diversas áreas, como, por exemplo, infraestrutura, internet móvel, sistemas de transmissões de dados, entre outras.
Mercado de trabalho:
Os graduados em engenharia de telecomunicações não costumam ter dificuldade para trabalhar. Os grandes eventos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos exigirão muito de nossas telecomunicações. A rede de telefonia terá de suportar uma carga maior de ligações e a internet deverá estar disponível em hotéis, aeroportos e estádios.
O engenheiro de telecomunicações é um dos atores principais nesse cenário. As empresas e fornecedoras do setor, bem como as emissoras de TV a cabo, redes de rádio e televisão e terceirizadas que prestam serviços de manutenção para essas empresas também absorvem bem os recém- formados. 

Engenharia Aeronáutica 

A engenharia aeronáutica é a engenharia que se ocupa do projeto e da manutenção de aeronaves e do gerenciamento de atividades aeroespaciais.
O engenheiro aeronáutico pode trabalhar fiscalizando atividades aéreas e certificando aeronaves, orientando o deslocamento de aeronaves,auxiliando assim nas operações de decolagem e pouso nos aeroportos; projetando satélites e foguetes, definindo os dados técnicos necessários a sua construção, a seu lançamento e sua operação; coordenando a realização de reparos, manutenção preventiva e inspeções periódicas das estruturas, dos sistemas e equipamentos de aeronaves; desenhando a estrutura e os componentes de aeronaves, definindo os materiais e os processos empregados na produção e realizando ensaios e testes antes da fabricação em escala industrial e, por fim, projetando, construindo, testando e instalando motores, instrumentos de controle e sensores em aeronaves, definindo as especificações dos mecanismos que controlam o trem de pouso, a alimentação de combustível e a pressurização da cabine.

Graduação:
Nos dois primeiros anos da graduação, onde é feita a formação básica do engenheiro aeronáutico, será estudado cálculo, desenho técnico e, principalmente, física (resistência dos materiais, termodinâmica e aerodinâmica).
A partir do terceiro ano, começam as matérias específicas da aeronáutica, tais como tecnologia aérea, eletrônica, mecânica de voo e dinâmica estrutural para aeronaves.

Possíveis especializações:
O engenheiro aeronáutico pode ter sua especialização voltada à coordenação de trafego aéreo, aos projetos de engenharia espacial, manutenção de aeronaves, entre outras deste mesmo segmento.
Mercado de trabalho:
Este profissional encontra hoje um momento favorável no mercado, que está em franca recuperação desde a crise de 2008. Os bacharéis são contratados para trabalhar na indústria aeronáutica, com sistemas aeronáuticos (equipamentos e dispositivos para aeronaves), no projeto e na manutenção de aeronaves e em logística em companhias aéreas, na certificação e fiscalização de aeronaves e nos órgãos de controle de tráfego aéreo.
Escritórios de consultoria também demandam esse profissional, assim como a Agência Espacial Brasileira (AEB), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério da Aeronáutica. Nesse último caso, porém, os cargos são restritos aos militares. Além de boa graduação, o mercado exige profissionais que dominem, no mínimo, o inglês e valoriza uma pós-graduação. 

Engenharia Civil 

Considerada a mãe de todas as engenharias, a engenharia civil é a responsável pela projeção da estrutura de construções, definição e dimensão dos materiais a serem utilizados e acompanhamento e gerenciamento das obras.

O engenheiro civil pode executar obras como barragens, viadutos, estradas, pontes, casas, edifícios, aeroportos, canais e portos, além de poder restaurar e realizar a manutenção de estruturas já existentes.
Para isso, o engenheiro civil deve fazer a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação, o que possibilitará o desenvolvimento do projeto, que deverá conter as especificações das redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento.
Deve também supervisionar prazos, custos, padrões de qualidade de segurança. O engenheiro civil deve se preocupar com a segurança da edificação, sempre levando em consideração os efeitos dos ventos, as mudanças de temperatura e outros efeitos climáticos que podem comprometer a obra.

Graduação:
O curso de graduação de engenharia civil tem duração de cinco anos e conta, geralmente, com quatro períodos (dois anos) do chamado “ciclo básico”, onde são vistas as matérias que darão embasamento para as matérias específicas.
No chamado ciclo básico encontram-se as disciplinas de Cálculo, Cálculo Numérico, Física, Introdução à Engenharia e Algoritmos Aplicados à Engenharia.
Após estes dois anos, começam as disciplinas específicas, como Mecânica dos Solos, Fenômeno dos Transportes, Mecânica dos Fluídos, Sistemas Estruturais, Topografia, Hidráulica, entre outras que nada mais são do que a Física aplicada e conceitos de Administração.

Possíveis especializações:
O engenheiro civil pode se especializar nas mais diversas áreas, como, por exemplo, fundações, hidráulica, saneamento, transportes, elétrica, petróleo e gás, entre outras.
Mercado de trabalho:
Devido aos programas governamentais como o PAC, “Minha Casa, Minha Vida”, houve um aumento da oferta de imóveis. Além disso, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos acabaram por aquecer também o mercado de trabalho para os profissionais desta área.
Estima-se que até 2037 a demanda de engenheiros civis no Brasil aumentará significantemente, tornando uma carreira ainda mais promissora. 

Engenharia de Controle e Automação

A engenharia de controle e automação é responsável pelo desenvolvimento e execução de projetos de automação industrial.
O engenheiro de controle e automação pode atuar na projeção de sistemas automatizados de controle de equipamentos em edifícios comerciais e em residências, como elevadores, iluminação e eletrodomésticos; no desenvolvimento e implantação de projetos de automação em indústrias, na projeção, construção e operação de equipamentos empregados nas indústrias de biotecnologia e na projeção de sistemas de informação e bancos de dados, bem como na programação de equipamentos automatizados.

Graduação:
Como em todas as engenharias, nos dois primeiros anos o forte são as aulas de matemática, física, química e muita informática. Nesse curso, o aluno também estuda no início lógico digital, efeitos sociais da automação e sistemas processadores e periféricos.
A partir do terceiro ano, misturam-se as disciplinas de engenharia mecânica, eletrônica e computação, onde serão estudadas as seguintes matérias: termodinâmica, elementos de máquinas e processos químicos, metalúrgicos e automotivos; eletrônica analógica e digital e estrutura de dados e sistemas de informação.

Possíveis especializações:
O engenheiro de controle e automação pode se especializar em automação comercial e domótica, automação industrial, bioprocessos, entre outras especializações deste mesmo setor.
Mercado de trabalho:
Toda indústria tem algum índice de automação, desde os sistemas mais simples até os mais elaborados. Além disso, o atual momento econômico do país impulsiona os investimentos e as indústrias acabam por contratar mais profissionais.
Para a engenharia de controle e automação o mercado é sempre aquecido. 

Engenharia de Petróleo

É a engenharia responsável pelas técnicas usadas para a descoberta de poços e jazidas, neste caso para a exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural.
O engenheiro de petróleo tem como campo de atividade refinarias, plataformas marítimas e petroquímicas. Assim parte a responsabilidade desse profissional em desenvolver projetos que visem à exploração e à produção desses bens (petróleo e gás) sem prejuízo ao meio ambiente nem desperdício de material.
Além disso, cuida do transporte do petróleo e seus derivados, desde o local da exploração até a chegada à refinaria. Esse especialista também pode atuar em consultorias ambientais e no setor de importação e exportação, fazendo pesquisas
de preços de matérias-primas ou até mesmo na captura de compradores.
É requisito da profissão conhecer a legislação internacional que regula as atividades ligadas ao petróleo e seus derivados e, como a maior parte das empresas do setor é estrangeira, é necessário ter fluência em inglês.

Graduação:
As aulas do curso de engenharia de petróleo no inicio são de física, química, geologia, geometria, álgebra, lógica, estatística, mecânica e fenômenos de transporte. A partir do terceiro ano, entram matérias mais específicas, como fontes alternativas de energia, prospecção de petróleo, técnicas de exploração e refino do petróleo, matérias na indústria do petróleo, engenharia de reservatório, métodos de elevação, ciências dos materiais, entre outras.
Na grade curricular também há disciplinas ligadas à administração, envolvendo também marketing, empreendedorismo, gestão ambiental e direito internacional. Em algumas instituições o curso é possui uma habilitação de engenharia de Minas.
Possíveis especializações:
O engenheiro de petróleo pode se especializar nas mais diversas áreas, como, por exemplo, comercialização, consultoria, desenvolvimento de equipamentos, exploração e petróleo e derivados, procura de reservatórios,  transporte e distribuição, entre outras.
Mercado de trabalho:
A exploração do pré-sal vai demandar mais de 300 mil novos profissionais até 2016 - entre eles, engenheiros de petróleo. Trata-se de um mercado extremamente aquecido, com investimentos bilionários, que precisa de quem entenda dessa tecnologia específica.
Além de atuar na exploração, o profissional é contratado para trabalhar em perfuração, transporte, instalação de sistemas submarinos, de gasodutos e no desenvolvimento de projetos. Órgãos de fiscalização têm os melhores salários do setor. O Rio de Janeiro concentra 80% da produção do petróleo nacional e, por isso, apresenta as melhores oportunidades. 

Engenharia de Sistemas

É a engenharia que desenvolve sistemas tecnológicos complexos – sistemas que fazem parte de outros sistemas.
O profissional desta área pode atuar projetando, analisando e integrando sistemas complexos nos mais diversos campos, como dispositivos, equipamentos e plantas industriais.
Além disso, o engenheiro de sistemas pode assessorar indústrias no projeto de operações para aperfeiçoar sua produção.

Graduação:
O curso tem forte base em física, matemática e computação. O aluno aprenderá sistemas eletrônicos, computacionais, eletromagnéticos, eletromecânicos, térmicos e automotivos.
Há disciplinas específicas em sistemas complexos, como teoria da otimização,

Possíveis especializações:
O engenheiro de sistemas pode voltar sua especialização a qualquer área relacionada a sistemas complexos.
Mercado de trabalho:
Os poucos profissionais que existem são formados no exterior. No entanto, a prova de que há demanda crescente no país é que muitas empresas treinam os próprios funcionários em cursos de especialização na área.
Estima-se que o alvo destes profissionais futuramente serão as grandes empresas fabricantes de aviões, navios e automóveis e outras, ligadas aos sistemas ferroviário e aeroespacial e à exploração de petróleo e gás. A área de consultoria se mostra boa alternativa. 

Engenharia de Computação

Engenharia da computação é responsável por unir conhecimentos usados no desenvolvimento de computadores e seus periféricos.
O engenheiro da computação trabalha no desenvolvimento de computadores, periféricos e sistemas que integram hardware e software.
Esse profissional é responsável por produzir novas máquinas e equipamentos computacionais para serem utilizados em diversos setores, como por exemplo, produtos para serviços de telecomunicações. Ele pode ainda planejar e implementar redes de computadores e seus componentes, como roteadores e cabeamentos.

Graduação:
O curso de engenharia da computação traz em seu currículo matérias básicas de engenharia em seus primeiros anos. Depois, vem às específicas, como eletrônica, linguagens de programação, circuitos elétricos e circuitos lógicos, entre outras.
No último ano, o aluno faz um estágio supervisionado e tem a oportunidade de cursar disciplinas eletivas que orientam sua formação para uma área específica da profissão, como a criação de softwares. No projeto de conclusão de curso, ele desenvolve hardwares ou aplicativos para um sistema de computação, por exemplo.

Possíveis especializações:
O engenheiro da computação pode se especializar nas mais diversas áreas, como, por exemplo, automação industrial e robótica, desenvolvimento de softwares e aplicativos, fabricação de hardware, marketing e vendas, suporte, entre outras.

Mercado de trabalho:
Devido a expansão do parque industrial brasileiro levou ao uso de muitas máquinas automatizadas e operadas por sistemas desenvolvidos por esse profissionais. O bom período econômico que o país vive faz com que se busque mão de obra mais qualificada para trabalhar com esses sistemas desenvolvido.
O engenheiro da computação é requisitado para desenvolver softwares que auxiliam o andamento das indústrias e para criar equipamentos como telefones celulares, tablets, colheitadeiras e até máquinas de lavar roupas. Ele pode atuar diretamente na indústria ou trabalhar em empresas prestadoras de serviços. Para um bom êxito desse profissional, a maioria das empresas exige inglês fluente.

O que é Engenharia de Software?

Entenda as duas definições, o que é engenharia?
A engenharia é a área em que os conhecimentos científicos e técnicos e a experiência prática são aplicados para exploração dos recursos naturais, para o projeto, construção,exploração e operação de objetos úteis para a humanidade.
Essa definição não é suficientes para designar tudo aquilo que envolve a engenharia, para entender melhor o que é engenharia surgiram elaboradas perguntas, onde surgem as curiosidades, como:  Qual a diferença entre o desenvolvimento de um produto de forma artesanal, manual e o desenvolvimento seguindo as regras de engenharia? De outra maneira, qual a diferença entre o trabalho de um artesão e o de um engenheiro altamente qualificado?
  • Qual a diferença entre cozinhar, saber manejar comida exóticas e fazer engenharia de alimentos?
  • O que as diferentes engenharias (civil, mecânica, elétrica/eletrônica, química, ambiental, agronômica etc.) pode ter em comum?
Uma engenharia não é uma atividade específica. Um engenheiro é aquele que possui o conhecimento científico e a experiência para desempenhar atividades ou mais ações da sua área.
Além disso, a atividade de engenharia não pode prescindir da garantia da qualidade do produto, da conformidade às normas, e do planejamento e gerenciamento de custos e prazos.

Objetivos da Engenharia de Software 
A engenharia de software tem por objetivo a aplicação de teoria, modelos, formalismos e técnicas e ferramentas da lógica(Ciências da computação) e áreas afins para a produção (ou desenvolvimento) de sistemas  de software.
Associado ao seu desenvolvimento, é preciso também aplicar métodos, técnicas e ferramentas para  o gerenciamento do processo de produção e projetos de software. Isto envolve planejamento de custos e prazos, montagem da equipe e garantia de qualidade do produto e do processo.
Finalmente, a engenharia de software visa a produção da documentação formal do produto, do processo, dos critérios qualidade e dos manuais de usuários finais.

As definições de Engenharia de Software
Os autores apresentam ideias diferentes para as definições de engenharia de software.
A engenharia de software é a disciplina envolvida com a produção e manutenção sistemática de software que são desenvolvidos com custos e prazos estimados, para que não ocorra mudanças durante a sua manutenção.

Como por exemplo: A compra de um Software para empresa A.
Ela possui um custo, equivalente a mudança que o cliente deseja mais isso implicara onde o cliente deseja revelar isso ao programador.   Supomos que X=$1
  • No Projeto custo de 1x
  • No Desenvolvimento, custo de 1,5x – 6x
  • Na manutenção, custo de 60x – 100x o valor inicial
  • Disciplina que aborda a construção de softwares complexos – com muitas partes interconectadas e diferentes versões – por uma equipe de analistas, projetistas, programadores, gerentes, “testadores”, etc.
  • O estabelecimento e uso de princípios de engenharia para a produção economicamente viável de software de qualidade que funcione em máquinas reais.
A primeira destas definições enfatiza que a engenharia visa não apenas o desenvolvimento, mas também a manutenção do produto. Além disso, ela ressalta a importância da estimativa de custos e prazos de desenvolvimento, para que o custo do software, não seja elevado, e demore para ser finalizado.