sexta-feira, 7 de março de 2014

O QUE SERÁ DA HUMANIDADE DAQUI 100 ANOS?

   Futurologia é uma ciência que visa tentar prever o futuro através de estatísticas e interpretações de dados, fundamentada na razão. Os futurologistas são cientistas sérios que tentam saber como será a humanidade daqui a décadas ou até mesmo daqui centenas de anos.
  
   Dois futurologistas, Ian Pearson e Patrick Tucker, deram entrevista à BBC e deram suas opiniões do que será da humanidade daqui a 100 anos. Conheça agora 10 dessas possíveis mudanças:

Se comunicar através de pensamento

Para Pearson, a probabilidade de isso acontecer é de 100%. Segundo ele, a transmissão de pensamentos será tão fácil quanto outras formas de comunicação cerebral e tão possível quanto armazená-los na internet. Tucker concorda com a previsão e afirma que a comunicação, nesse caso, se refere a sinais elétricos, e não a palavras. Em outras palavras, teremos computador lendo e enviando o que nós pensamos.

Pessoas superinteligentes e eternas!

Segundo Pearson, assim que nosso cérebro for conectado a uma máquina, será possível que consigamos aumentar a capacidade de inteligência humana. Ele ainda afirma que a engenharia genética irá aumentar a longevidade humana, até que a imortalidade seja permitida pela tecnologia eletrônica e esteja disponível a custos razoáveis. Tucker concorda, e chama esse momento em que vivemos de “singularidade tecnológica”.

Cérebros conectados a computadores e funcionando a todo vapor!

Para Pearson, 100% de chances de acontecer. Ele acredita em 2050 muita gente fará isso e que, entre 2075 e o final do século, praticamente toda a população mundial o fará.

Só existirão três idiomas no mundo

Arrisca um palpite em quais são? Acertou quem disse inglês, espanhol e, claro, mandarim. Pearson acha que a chance de acontecer é de 80%, pois a tendência mostra que muitos idiomas já não estão resistindo à força dessas línguas tão disseminadas. E, até o fim do século, cada pessoa em todo o mundo dominará ao menos um dos três.

Controle do clima

Segundo Pearson, no futuro teremos tecnologia o suficiente para controlar o clima – e ele lembra que hoje já é possível intervir em tornados, transformando-os em chuva. Mas isso pode ter um custo alto em caso de uso com frequência, mas ele acredita que iremos usar só para evitar tragédias em lugares estratégicos. Tucker também acredita ser possível e explica que o governo americano já mantém um programa de desenvolvimento de geoengenharia, que é a ciência que estuda a manipulação do clima.

Explorar oceanos para produzir alimentos, e não só peixe

Ambos os cientistas concordam que nós iremos explorar cada vez mais os oceanos para produzir alimentos, o que será extremamente necessário, pois teremos cerca de 10 bilhões de pessoas vivendo na Terra. Segundo Pearson, além do uso de algas como fonte de energia renovável, elas também serão uma grande fonte de matéria-prima para a produção de alimentos.

Moeda única

Pearson defende que a probabilidade é alta e que os pagamentos eletrônicos via internet vão levar a uma moeda global, e apenas algumas regiões terão ainda moedas locais. Mas para Tucker a internet cria novas formas de pagamentos e troca. Além disso, têm surgido várias moedas locais nos EUA e Europa.

Nanorrobôs no corpo humano para curar

As pesquisas para a criação de nanorrobôs para uso medicinal já estão em grande avanço, e Tucker vê uma grande chance de que isso aconteça, pois a nanotecnologia está avançando muito rapidamente. E está mais próxima do que nunca!

Energia vinda das estrelas

Pearson acha que é extremamente possível que alcancemos a fusão nuclear, e deve acontecer entre 2045-2050, ou no máximo até 2100. O potencial de uso dessa energia dependerá das demais tecnologias energéticas que existirão. Iremos presenciar também a exploração do gás xisto e da energia solar; e energia eólica será abandonada.

Elevadores espaciais

Sim, eles estão próximos de serem criados, e Pearson acredita que haja 80% de chances de isso acontecer. Os primeiros veículos desse tipo certamente estarão por perto nos próximos 100 anos, mas barato é um termo relativo. Certamente isso custará menos que as viagens espaciais tradicionais, permitindo um aumento da exploração do universo e também do turismo espacial. Ainda assim, será caro para a maioria da população mundial.

Fonte: Macaco Velho
By: http://www.engenhariae.com.br/curiosidades/o-que-sera-da-humanidade-daqui-100-anos/